Especialista do CREB explica o que é torcicolo
Problema muito comum, o torcicolo é bem mais do que um simples travamento do pescoço.
Na verdade, trata-se de uma torção rígida causada pela contração, com ou sem espasmos, do músculo esternocleidomastoideo esquerdo ou direito. A partir daí, o pescoço se posiciona para um lado específico, a cabeça fica inclinada para um lado e o queixo para o outro, com dificuldade de rotação para o outro lado e para trás.
O torcicolo afeta pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade, mas é mais comum entre mulheres e pessoas de meia idade. Segundo o reumatologista Sérgio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – o torcicolo pode estar relacionado a musculatura do pescoço, quando há alteração fisiológica no nascimento, quando há hipertonicidade devido ao estresse, à má postura, lesões, exposição ao frio, fadiga muscular, etc.
- As causas também podem ainda estar relacionadas com outras estruturas orgânicas, como por exemplo a pele, o labirinto, o sistema nervoso e os olhos. Em geral, o paciente sente uma rigidez inicial logo pela manhã, ao acordar, mesmo que antes de dormir não tenha sentido dor alguma. Ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado – afirma o Dr. Sérgio.
Há vários tipos de torcicolos. O torcicolo congênito, por exemplo, acontece quando durante a gestação , ocorre fibrose congênita de apenas um lado do músculo esternocleidomastoideo, causando um encurtamento das fibras deste músculo ou durante o nascimento, em que pode ocorrer um traumatismo capaz de gerar edema no músculo, isto é, acumulo de líquido, o que pode gerar o torcicolo temporário ou definitivo. O torcicolo dermatogênico acontece quando há lesão na pelo do pescoço.
Já o torcicolo espasmódico é mais comum, causada pelo aumento do tônus muscular, de forma que a carga emocional, sobrecarga física ou movimento brusco e súbito são os fatores desencadeantes mais comuns.
- Temos, ainda, outros tipos, como o torcicolo reumatológico, cuja causa é relacionada a doenças reumatológicas que afetam os músculos do pescoço. Ao sentir dores no pescoço, um especialista deve ser consultado imediatamente – finaliza o Dr. Sérgio.
Dia Mundial da Saúde: Por uma vida ativa e sem dor!
O Dia Mundial da Saúde, que foi comemorado no 7 de abril, é uma data, criada em 1948 pela Organização Mundial da Saúde, que tem como objetivo conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a saúde. Essa data foi estabelecida para coincidir com a de fundação da referida organização, e foi comemorada, pela primeira vez, em 1950.
O CREB que hoje faz parte do Grupo Vitus, que tem como objetivo transformar as relações no segmento musculoesquelético e, assim, transformar a saúde no Brasil. Acreditamos que é possível promover uma vida ativa, mais confortável e sem dor, oferecendo serviços atendimento de humanizado e de excelência, seguindo os mais altos padrões de qualidade internacional.
Mas o que significa ter uma vida ativa?
Vida ativa significa levar uma vida envolvida em atividades físicas e mentais regulares, tendo como objetivo melhorar a saúde e o bem-estar geral. Isso inclui:
- Praticar exercícios físicos regularmente: caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta, entre outros;
- Ter uma alimentação equilibrada: incluir frutas, verduras, proteínas magras e grãos integrais na dieta;
- Dormir bem: garantir um período adequado de sono todas as noites;
- Controlar o estresse: através de técnicas de relaxamento;
- Fazer atividades sociais: interagir com outras pessoas, participar de atividades coletivas, ter um círculo social ativo.
Exercícios Físicos são fortes aliados da saúde osteomioarticular
Os exercícios podem ajudar a tratar as doenças das articulações de várias maneiras:
- Aliviam a dor: Exercícios regulares, como alongamento e fortalecimento, podem ajudar a aliviar a dor nas articulações;
- Melhoram a flexibilidade: Alongamento e exercícios de mobilidade podem melhorar a flexibilidade das articulações e prevenir a rigidez;
- Aumentam a força muscular: Exercícios de fortalecimento, especialmente dos músculos que sustentam as articulações, ajudam a proteger as articulações e a prevenir lesões;
- Melhoram a estabilidade: Exercícios que ajudam a melhorar a postura e a estabilidade, como o fortalecimento dos músculos do core, podem ajudar a proteger as articulações;
- Promovem a circulação sanguínea: Exercícios regulares podem ajudar a melhorar a circulação sanguínea, o que pode ser benéfico para as articulações.
Uma vida ativa pode ajudar a prevenir doenças crônicas, melhorar a saúde mental e física, aumentar a energia e a longevidade. É importante buscar um equilíbrio saudável e seguir as recomendações médicas ao escolher as atividades e a intensidade dos exercícios.
A artrite reumatoide: tratamento pode devolver qualidade de vida perdida
A artrite reumatoide acomete jovens, meia idade e pessoas da terceira idade. Principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, atingindo as articulações e provocando dores intensas e até mesmo a impossibilidade de realização de determinados movimentos. Par...
A artrite reumatoide acomete jovens, meia idade e pessoas da terceira idade. Principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, atingindo as articulações e provocando dores intensas e até mesmo a impossibilidade de realização de determinados movimentos. Para uma pessoa com artrite reumatoide, muitas vezes realizar uma atividade tão cotidiana como escovar os dentes é um transtorno.
– Acredita-se que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que não é verdade em absoluto. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente, muitas vezes jovem, e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas articulações com ou sem calor, edema e/ou vermelhidão no local, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista”, explica o reumatologista Camilo Tubino, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A artrite reumatoide é a inflamação nas articulações, que geralmente ocorre de modo simétrico, ou seja, envolve a articulação do lado direito e esquerdo. Um dos sintomas comuns da doença, além da dor constante, é uma fadiga inexplicável e rigidez após períodos de inatividade, principalmente pela manhã. A doença é diagnosticada pelo reumatologista a partir de exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas, o que pode em muito ajudar para o diagnóstico diferencial de outras doenças articulares. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório, pontua o Dr. Camilo.
– O tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia ,acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas do CREB. É possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, mesmo sendo a doença de longa evolução. A boa notícia é que atualmente temos no arsenal medicamentoso a possibilidade de evitar a dor, deformidade e mesmo fazer com que a doença entre em remissão, o que é praticamente estar curada – explica o médico.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
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